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O Futuro e o Galo

11 JAN 2016
11 de Janeiro de 2016

O Brasil é o país do Futebol! Será?

O Brasil pode ser referenciado como "país do futebol"? O Brasileiro de 2015, principal competição nacional, apresentou uma média de público de 17.051 torcedores. Os principais clubes brasileiros convivem com alto nível de endividamento, não conseguem captar receitas do esporte no país, que são baixas se comparadas às dos principais clubes da Europa ou mesmo de países onde o futebol não é tão tradicional.

Em meio à perda dos melhores jogadores para outros mercados; calendário confuso e desorganizado; pouquíssimo investimento voltado para a Base; raras iniciativas de aprimoramento e formação de treinadores (maioria das vezes por iniciativa pessoal) e por consequência poucas novidades e aprimoramentos táticos dos times; profundo desrespeito com os torcedores e aos fãs do futebol (o ingresso no Brasil é o mais inacessível do mundo para a camada socioeconômica mais baixa da população); corrupção que assola as entidades; e a partir de agora, os clubes ainda se depararão com uma estapafúrdia distribuição de Cotas de TV por parte da detentora dos direitos.

Gestão

Qualquer transformação do futebol brasileiro depende fundamentalmente da formulação de um novo conceito de Gestão, profissionalizado, organizado, que sepulte a velha e tradicional prática de muitos clubes em nosso país que privilegia o amadorismo de diretores, o centralismo e abuso de poder.

Num momento que o Profut, sancionado pelo Governo Brasileiro, criou as condições para que os clubes de futebol renegociem suas dívidas fiscais, resta um caminho aos mandatários: profunda reformulação do modelo de gestão para os clubes.

Inevitavelmente, uma composição de sucesso desportivo e capacidade para alcançar resultados de negócios, exacerbando habilidades financeiras e gerenciais. Clubes que terão os melhores resultados no campo serão os que forem capazes de adotar uma estrutura e estratégia de negócios eficientes. Tema enfocado inclusive pela Barbara Berlusconi, diretora do Milan – Itália, que também vive momentos complicados. 

Além da gestão dos clubes, a administração do próprio futebol brasileiro também passa por problemas seríssimos. Ao contrário de vários países europeus, o Brasil não tem uma Liga de Clubes responsável por organizar as competições.

Alexandre Kalil – Ex-Presidente do Atlético com passagens na Primeira Liga (Liga Sul-Minas-Rio) afirma que Liga é fundamental porque será coordenada pelos clubes. Esses poderão de fato assumir a responsabilidade do calendário, explorar comercialmente e praticar um justo valor para o produto, bem como promover uma melhora na Distribuição de Cotas. Tudo isso sem desconsiderar a relação dos times grandes com os pequenos. O modelo já existe no futebol inglês. Basta estudá-lo e implantá-lo.

Isso é o que esperávamos, mas infelizmente como ressaltou Dr. Lásaro Cândido – Diretor Jurídico do Atlético, essa "liga" esqueceu qualquer inovação; quer apoio de CBF, STJD, valor pífio de TV... daqui a pouco pedem autorização ao Papa.

Continuaremos na mão da CBF que extraordinariamente no último período teve um presidente foragido, outro preso e atual licenciou-se e encontra em espontânea prisão domiciliar no país. Todos envolvidos em casos de corrupção e investigados pela Justiça dos EUA.

E o pior, o Cel. Nunes eleito Vice-Presidente da CBF, Região SE (mesmo sendo ele de uma Federação do Norte), numa manobra desrespeitosa a toda sociedade, assume a CBF sem sequer saber que as Ligas de Clubes na Europa são sinônimos de sucesso.

O Marketing

O Brasil tem uma tradição histórica muito significativa no futebol, mas ainda depara com inúmeras dificuldades para administrar as finanças de um negócio que poderá ser muito mais lucrativo.

"Chega uma hora que o torcedor se cansa da paixão não correspondida. O clube tem que fazer com que ele queira toda hora alimentar essa paixão, criando produtos, ações de marketing, etc.", afirma Erich Beting, jornalista especializado em marketing esportivo.

Os exemplos mais bem-sucedidos de marketing com o futebol ainda vêm da Europa. O Real Madrid, por exemplo, clube mais rico do mundo, faturou no ano de 2014 um total de 512, 6 milhões de Euros (mais de R$ 1,5 bilhão). Enquanto no mesmo período, Corinthians - Campeão, time que mais arrecada no Brasil, atingiu apenas um faturamento global de R$ 358,5 milhões, enquanto o Atlético – Vice Campeão arrecadou um montante aproximado de 190 milhões.

Os clubes brasileiros, no entanto, ainda engatinham quando o assunto é marketing.

O Futuro e o Galo

Por fim, numa conjuntura econômica adversa, onde investimentos serão cada vez mais tópicos e pontuais, caberá aos mandatários dos clubes não pouparem esforços para profissionalizar o modelo de gestão com foco no aumento de receitas e drástica redução das dívidas.

O futuro é a Liga Nacional, para que, de forma coesa, negociem em conjunto os produtos do futebol – Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, Estaduais/Regionais.

Tudo isso será em vão se não lutarem, obstinadamente, em favor da humanização dos programas Sócio Torcedores, dos preços dos ingressos e apostarem na total ocupação dos Estádios.

O sucesso dos Clubes, em campo e fora dele, não pode negligenciar o respeito aos torcedores e aos fãs.

Desde 2008 temos presenciado uma Direção que se notabiliza pela firmeza e compromisso com a recuperação do GALO. Expansão e valorização da Marca, com saneamento das finanças e destacável Gestão do Futebol. Não será nenhuma novidade que em breve seja anunciada início das obras da Arena, nossa “Casa”.

Que venham os títulos em 2016!

Ainda há muito que fazer! Vamos Galo!

Saudações Atleticanas.

João Mendonça. 

Twitter: @j_menal


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