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25 MAR 2015
25 de Março de 2015

Fosse eu obrigada a reescrever a história, a reescreveria dentro do mesmo contexto.

Pouca coisa mudaria. Não tiraria pontos finais, vírgulas e reticências. Aumentaria exclamações.

Deixaria novamente que minha alma chegasse primeiro a terra que meu corpo, como naquele dia 25 de março de 1908.

Manteria a minha encarnação no ano de 1978, passaria por cada dor novamente para renascer em 30 de maio de 2013.

Continuaria olhando mais para o escudo do que para os troféus.

Trocaria todos estes, pelas histórias vividas com cada amigo alvinegro.

Não abandonaria a tatuagem definitiva da imortalidade, adquirida com quedas e tropeços.

Injetaria a adrenalina das viradas históricas e das defesas inacreditáveis.

Incluiria sobrenomes que fariam do meu nome maior do que alguém da realeza. Seria também Lima, Aleixo, Tardelli, Assis...

Não me trataria da bipolaridade e nem da loucura.

Permaneceria imprevisível, impensável e silenciante.

Seria mais uma vez inconfundível, destoante, inexplicável e invejável.

Seria um milagre! Seria amor!

Seria lutar, lutar, lutar!

Seria uma vez até morrer!

Seria CLUBE ATLÉTICO MINEIRO!


Leide Botelho.

25/03/2015

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